Eu sei que vocês já devem estar enjoados... as vezes parece que eu também estou.
Mas não...
Quando percebo, me pego assistindo ao dvd de novo. Entrando no site pra saber se não tem nenhuma notícia que ainda não sei, bisbilhotando as fotos novamente.
Pode parecer coisa de adolescente, mas acho que admirar alguém não depende da idade.
Desde pequena sempre me vi diante de pessoas que eu gostasse muito. Colecionava coisas, tentava de tudo para chegar perto, me emocionava quando as conquistas deles eram tão importantes quanto se fossem minhas.
Foi assim com a Xuxa. Sim, porque enquanto todas as minhas amigas sonhavam em ser paquitas... eu queria ser a Xuxa. E tinha microfone dela, botas, sandálias que vinham com badulaques, xuquinhas de cabelo, toda coleção de discos...
Lembro que quando eu ganhei o primeiro LP dela era dia das crianças. Teria um festão no Ana Néri, colégio onde estudava, e quem tivesse discos em casa, poderia leva-los para que o Cléo, animador dos festões, pudesse tocar. Levei toda faceira o meu, mas ninguém conhecia as músicas dela e ele se negou a coloca-lo na vitrola. Dias depois, buuuuuuuuum, Xuxa estourou de vez, e eu era a única criança do bairro que tinha o tão concorrido disco dela.
No juntávamos todos na ruazinha Arapeí, a mais concorrida pela molecada da vila, e dançávamos ali mesmo, todas as coreografias, no meio da rua. O Toco, filho da vizinha Mercide, colocava no som dele pra gente, porque as caixas davam direto pra rua, e ficava uma festinha bombante pra gente...
Eu também amava o Trem da Alegria. Era apaixonada pelo Luciano. Então um dia eles vieram tocar na Fenac. Nossa, quanta ansiedade para vê-los... uma semana sem comer direito, sem dormir direito, sem estudar direito... só pra ver o Luciano. E, na hora do show, ele foi o único que não veio porque estava com febre. Hauhauahua
Os anos passaram e daí o vôlei virou minha paixão. Meu pai tinha que me trazer da praia para vê-los em quadra nos ginásios lotados da Frangosul. Camisas, faixas, pastas que guardo até hoje... fitas e fitas de vídeo com tudo que aparecia na tv gravadíssimo, pra poder olhar um milhão de vezes depois, de novo...
O Paulão, meu grande ídolo do ataque e defesa, hoje é meu colega de trabalho em alguns jogos... e eu queria me enfiar num buraco quando meu pai contou tudo pra ele. Que eu tive que tomar remédio pra parar de chorar no dia em que ele casou(e que não foi comigo)... que o nome do nosso cachorro era o mesmo do dele, Clark, só porque eu tinha que fazer tudo igual ao camisa 5 da seleção campeã de tudo.
Não sei porque eu fui gostar tanto de Victor e Léo. Minha amiga Fernanda está de prova que eu primeiro conheci a música, e só depois fui ver quem é que cantava. Na verdade, quem me conhece sabe que eu sou a pessoa que mais presta atenção nas letras de música do universo... de todos os estilos, de todas as tribos, de melodia em melodia... o que me traz uma mensagem bacana ou que fala sobre algo que eu sinto ou já senti também, estou lá para admirar.
Quando ouvi a música deles Meu eu em você, eu pensei: nossa! Tudo que uma pessoa sonha em ouvir de alguém... tudo que uma pessoa quer ser para alguém... está tudo nessa música!!!
Fernanda me mandou a canção e eu comecei a ouvi-la, ouvi-la, ouvíla, ouvi-la... até que meu pai chegou no quarto e disse: ah que tu gosta das minhas músicas?!?!/ (meu pai é fã daquele sertanejo de moda de viola que a gente grita socorro as vezes!!!). E eu, como assim tuas músicas?!?! Seu Banga me pegou pela mão e levou até a sala... ele já tinha o CD e o DVD do Victor e Léo há muito tempo. Foi só aí que eu descobri como era o rosto deles, como eles eram pessoalmente. Logo, não é porque estão na moda ou porque são bonitos... desde 2007 acompanho o trabalho daquelas vozes... que só se materializaram muito tempo depois de eu já gostar deles.
Mas hoje meus ídolos de agora me surpreenderam novamente. Estava assistindo pela primeira vez o meu dvd em espanhol da dupla. Entre os adicionais, está um curta, um vídeozinho com um resumo da carreira deles, contada pelos próprios.
Acho que chorei umas oito vezes, na meia hora que o filme tem. Mas, com certeza, a hora em que mais correram lágrimas, foi quando pedem para um definir o que o outro significa para eles.
Léo não consegue definir, chora e diz, “meu irmão é a única coisa que me completa”.
Victor, o poeta, autor da maioria dos sucessos, vai além... “meu irmão é a voz que eu não tenho, e que canta por mim... e é o silêncio que me faz falta, que se cala por mim...” fazendo referência que o irmão é muito mais tímido do que ele.
Talvez eu esteja sendo bobalhona demais, mas eu nunca tive um irmão e sempre sonhei em ter. Mas não foi só por isso que me emocionei. Emocionei porque achei ali uma explicação para aquilo que buscamos nos ídolos, nas pessoas que admiramos...
Eles são aquilo que a gente não conseguiu ser, mas dividem conosco os talentos que não tivemos, para nos sentirmos, de alguma forma, completos.
Com a Xuxa linda descendo da nave, eu me sentia linda também dançando na ruazinha... porque eu me imaginava ela.
Com o vôlei sendo campeão, eu me sentia campeã também, feliz tanto quanto eles, porque eles estavam jogando por mim, e vencendo por mim...
Com as vozes que encantam, me realizo igualmente, porque vejo que tem muita gente em meio a multidão, que ainda presta atenção nas letras, e se emociona, tanto quanto eu...
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Amoooooooooooooooooooo teu texto, quando vai sair o Crônicas da Deby...............quando eu crescer quero escrever igual rsrsrsrsrrss minha ídala
ResponderExcluirSabe que lembro quando chegava do trabalho e via vocês loqueando na rua onde um dia eu tb corri e brinquei, lá na Mercide a gente fazia reunião dançante rsrsrsrsrsrsno meuuuuu tempo rsrsrsrsrs
Te amo
Aiii sou uma tapada mesmo, só eu nao sabia do blog!!!Todo mundo ja leu!!! E pode deixar que nem vou te adicionar nos meus favoritos!! O show realmenta tava muito bom, tanto que cheguei a te ligar ne, sem saber que tu tava la hehehe e muito menos saber que a senhorita tinha entrevistado as belezuras do Victor e do Leo!!! beijooo flor e ate sabado
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